Tudo sobre a famosa dieta da proteína

Juliana Oliveira 16 de outubro de 2013 Nutrição 0     Imprimir Imprimir

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Quem nunca ouviu falar da dieta da proteína não anda muito por dentro do mundo das dietas. A proposta de comer mais proteínas e gorduras e economizar nos carboidratos já conquistou inúmeros adeptos e se tornou uma grande moda. Mas será que ela funciona? Ou, mais importante: será que é saudável?

Dieta dos anos 1970

Para começo de conversa, a ideia não é tão nova assim. Tudo começou com a publicação do livro do Dr. Robert Atkins, em 1972. Logo, o cardiologista norte-americano ficou famoso mundialmente pela nova forma de emagrecer sem passar fome.

O princípio básico é limitar o consumo de carboidratos a 20 g por dia nas duas primeiras semanas da dieta e liberar os alimentos de origem animal, como carnes de todos os tipos, ovos, peixes, bacon, embutidos e queijos amarelos.

Diante de mudança tão brusca no organismo, nosso fígado reage desencadeando um processo bioquímico que transforma a gordura corporal em ácidos graxos e corpos cetônicos. É a maneira que ele encontra de buscar energia para o corpo, na falta de carboidratos.

Essa é a base do emagrecimento: o mecanismo da cetose, ou seja, a quebra da gordura acumulada no corpo. Além disso, a cetose inibe o apetite. Não é uma fórmula rápida e certeira de perder peso?

Como segue a dieta

Depois de um início tão radical, a dieta da proteína fica um pouco (bem pouco) mais branda. Da terceira semana em diante, o consumo de carboidratos pode ser de 40 g por dia. Para se ter uma ideia, em uma dieta de 2.000 kcal, a quantidade normal de carboidratos ingerida é de 275 g

Nessa fase, o organismo está em plena fase de adaptações metabólicas e passa a usar os corpos cetônicos como fonte de energia. Assim, os poucos carboidratos da alimentação se transformam em glicose para abastecer o cérebro (que funciona à base dessa substância).

Efeitos colaterais

Uma dieta tão diferente daquela à qual estamos acostumados não tarda a provocar efeitos colaterais. O esforço que o organismo faz para usar a gordura como fonte de energia causa fraqueza, dores de cabeça, tontura, sonolência, alteração de humor, enjoo, vômito e, muitas vezes, desidratação, que pode levar a desmaios.


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Quem escreveu

Juliana Oliveira

Graduada em Nutrição pela Universidade de Taubaté/2007, especialista em Nutrição Clínica pelo Instituto de Pesquisa do Hospital Albert Einstein/SP; especialista em Nutrição Esportiva pela Universidade Gama Filho/SP.

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