Por que reprimimos nossos sentimentos

Mara Stevani 29 de outubro de 2012 Bem-estar 0     Imprimir Imprimir

O que dói mais? Reprimir ou “colocar pra fora”? Se fosse fácil falar dos nossos sentimentos com adequação e sinceridade, penso que faríamos isso – Ninguém quer viver no sofrimento!

Onde está o limite? Até que ponto podemos valorizar o que sentimos e lutar pelo direito de expressar e obter o que queremos? Quando o egoísmo deixa de ser uma atitude de auto proteção e passa a ser uma atitude de desconsideração e desrespeito ao outro?

Penso que nada disso seria problema se não fosse a grande necessidade do ser humano de ser amado e ser aceito e do outro lado à certeza de que existem condições para que isso aconteça. Se aceitássemos que existem condições e perdêssemos a ilusão e a necessidade do amor incondicional, será que não seria tudo mais fácil?

Se você, durante seu desenvolvimento, interpretou que seria mais amado se atendesse a expectativa dos outros, provavelmente está vivendo a dor de reprimir muitos desejos e sentimentos. Sua fantasia está lhe fazendo crer que será mais dolorido expressar do que guardar. Sua fantasia está lhe enganando. Pense um pouco nos últimos anos de sua vida e confronte essa fantasia. Analise se é verdade que você tem recebido mais atenção, amor e aceitação, por esconder suas necessidades, por não lutar por seus direitos e desejos.

Concorda comigo, que com “essa tática” não conseguiu ser mais feliz e nem tão pouco ganhar mais atenção? Você está traindo seu próprio desejo. E mesmo que pareça absurdo, trair o próprio desejo é confortável. O outro é o culpado e você pode descansar nesta desculpa. Só descansar; porque ser feliz e evitar a dor, isso você não vai conseguir.

Então podemos concluir que reprimir sentimentos está a nosso serviço? Que não fazemos isso pelo outro? Mas pelas nossas necessidades ou medos ocultos?

Acho que por isso, quando escuto ou leio algo como “o valor do sorriso” costumo não gostar. É que para vivermos sorrindo, sendo agradáveis aos olhos e ouvidos dos demais, talvez estejamos sufocando um agrado que posso e devo dar a mim. Eu sou o responsável pelo meu cuidado. Se acredito nesta responsabilidade e vivo o que acredito, aí sim posso sorrir.

No primeiro parágrafo falo de adequação na expressão de meus sentimentos. Quero dizer que se estou consciente de que agir de acordo com minhas necessidades, atender meus desejos é meu compromisso e que não é o outro que autoriza, provavelmente terei essa adequação e sinceridade. Mas se estou transferindo esta responsabilidade, muito provavelmente vou expressar o que sinto através de cobranças e reclamações. E isso não dá resultado, não é?

Então saia do conforto tão desconfortável, pare de ter dor e agredir seu organismo, pare de acusar e vá atrás de seus desejos. Não é verdade que “colocar pra fora” irá doer mais.

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