O que eu como está alimentando meu corpo ou “minha alma”?

Mara Stevani 8 de agosto de 2012 Bem-estar 0     Imprimir Imprimir

Você já se sentiu como se fosse duas pessoas? Isso. Uma quer emagrecer, se alimentar de coisas saudáveis, fazer as refeições na hora certa e a outra não realiza nada do que você quer? Nada do que promete a si mesma quando vai se deitar ou quando começa o dia?  Não é só no momento da mudança de hábito alimentar que vivemos essa divisão: EU QUERO… mas não consigo. EU QUERO… mas não posso.

E como esta divisão aparece na alimentação? Para todos nós, o alimento e o ato de comer vão muito além de saciar a fome ou dar energia ao corpo.

Através da amamentação fazemos o primeiro registro de que alimentar-se é estar recebendo cuidado, carinho e amor. Também, comer algo gostoso, na maioria das vezes um doce, é vinculado ao merecimento. Quem já não usou esta frase: Vou comer porque eu mereço?

E comer para viver uma sensação de liberdade? Já que não vou sair, posso pelo menos comer. Isso mesmo, talvez o leitor se lembre da sensação de se sentir impedido de fazer alguma coisa e buscar a liberdade comendo ou bebendo. Ou comer na ilusão de que vai se sentir menos angustiado, ansioso ou triste?

Esses registros são tão significativos e determinantes do comportamento, que mesmo frente a ter problemas no coração, fortes dores na coluna, problemas no joelho ou diabetes as pessoas não conseguem seguir as dietas que resolveriam suas dores ou outros problemas.

Para que o EU QUERO tenha sucesso sobre o EU NÃO CONSIGO, faremos um caminho.

O primeiro passo é concordar com essa premissa de que o jeito de se alimentar e a escolha do que comer está, grande parte, sendo determinada por conteúdos emocionais. Em seguida é buscar quais desses registros antigos estão impedindo uma escolha consciente e benéfica para minha vida.

O terceiro passo é alimentar a minha carência exatamente com o que me falta. Se me falta liberdade, autonomia, devo compreender porque, a que ou a quem estou preso.

Se reclamo de reconhecimento, devo procurar porque não dou a mim o que mereço. Se a queixa é de que aqueles que eu cuido não se incomodam com os meus interesses, é urgente que eu passe a cuidar de minhas necessidades, com ou sem a autorização do outro. Agindo assim eu chego lá!

Desconsiderar ou desconhecer esses registros internos dificulta e até impossibilita a mudança dos hábitos alimentares.


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