(Nem só) Para os fortes

Juliana Oliveira 20 de maio de 2014 Nutrição 0     Imprimir Imprimir

pimentas

Pungência não é gosto. Nem aroma. Está mais para uma sensação de irritação que passa perto da dor. Quem come pimenta, então, quer, no fundo, sentir dor? Não exatamente. O que procuramos nas comidas apimentadas é, na verdade, o prazer que elas causam no corpo – ainda que inconscientemente.

Ao sentir dor, o corpo libera substâncias analgésicas que dão uma sensação de conforto pós-queimação. E há também o fato de que a capsaicina, composto químico presente nas pimentas do gênero Capsicum, e responsável pela pungência, provoca uma inflamação na boca, tornando-a mais sensível. Isso sem falar nas ondas de calor e suor. “O equivalente a andar de montanha-russa ou mergulhar em um lago no inverno: um exemplo de ‘risco sob controle’ que desencadeia incômodos sinais de alerta pelo corpo”, como define o cientista Harold McGee no livro Comida & Cozinha.

As pimentas sempre foram consumidas, desde os mais remotos tempos, também por suas características medicinais – têm poder antioxidante e anti-inflamatório, ajudam a dissolver coágulos sanguíneos e são ricas em vitaminas (têm seis vezes mais vitamina C do que a laranja).

Nativas da América, acredita-se que as pimentas do gênero Capsicum já eram consumidas no México há 7 mil anos. Para medir a ardência de cada uma delas, o químico americano Wilbur Scoville criou, em 1912, uma escala em que cada unidade corresponde ao número de vezes em que um extrato de pimenta pode ser diluído numa solução de água e açúcar até que seu princípio ativo não seja notado.

Para que ninguém coma a pimenta “errada”, o melhor é conhecer o poder de fogo de cada uma. Mas se, ainda assim, você morder a pimenta errada para o seu nível de tolerância, o melhor é ter por perto um pedaço de pão ou um copo de leite. Água? Jamais. Só vai fazer a queimação se espalhar pela boca.


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Quem escreveu

Juliana Oliveira

Graduada em Nutrição pela Universidade de Taubaté/2007, especialista em Nutrição Clínica pelo Instituto de Pesquisa do Hospital Albert Einstein/SP; especialista em Nutrição Esportiva pela Universidade Gama Filho/SP.

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