Diabetes e o coração

Dra. Cassia Marques Furtado 8 de agosto de 2012 Variedades 0     Imprimir Imprimir

O diabetes melito é uma doença metabólica crônica, de etiologia múltipla, caracterizado pela hiperglicemia crônica resultante de distúrbios no metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras conseqüentes tanto à secreção insuficiente ou ausente de insulina quanto aos seus efeitos nos tecidos-alvo (fígado, tecidos muscular e adiposo). A história natural da doença envolve um risco aumentado para complicações a longo prazo. Morrem aproximadamente 1 milhão de pessoas por ano em conseqüência do diabetes.

Chegando a ser considerada a endocrinopatia mais comum na infância e na adolescência, o controle do diabetes melito e de suas complicações representa um dos maiores problemas de saúde pública a serem enfrentados no século XXI.

Com a intensificação do controle glicêmico no tratamento do diabetes melito tipo 1 e maior sobrevida desses pacientes, houve uma mudança progressiva das causas de mortalidade, com maior destaque para a doença cardiovascular (DCV). A aterosclerose é um processo multifatorial e, quanto maior o número de fatores de risco, maior o grau e gravidade da doença. A identificação de fatores de risco como a dislipidemia, tornou-se de grande importância para minimizar o risco de complicações crônicas micro e macrovasculares. Denominamos dislipidemia as alterações encontradas nos lípides, ou seja, colesterol total, HDL, LDL e triglicérides.

O papel da dislipidemia na deflagração da aterosclerose coronariana está bem estabelecido. Em especial, níveis elevados do colesterol total e LDL, redução nos níveis do colesterol HDL e aumento dos níveis de triglicérides, podem induzir à doença coronariana. O risco de aterosclerose coronariana aumenta, significativa e progressivamente, em indivíduos com níveis de colesterol total e LDL acima dos patamares de normalidade. Para o colesterol HDL, a relação é inversa: quanto mais elevado seu valor, menor o risco.

Assim, merece destaque a importância no diagnóstico da dislipidemia em pacientes portadores de diabetes melito tipo1 para que possamos instituir um tratamento adequado de forma precoce, cujo objetivo é de alcançar as metas estabelecidas para reduzir o perfil lipídico aterogênico desses pacientes.

Uma alimentação adequada, sobretudo com baixo teor de gorduras saturadas, perda de peso para os portadores de sobrepeso ou obesidade, bem com atividade física regular reduzem o risco para aterosclerose e, seguramente, fazem parte do tratamento dos portadores dessa doença.

Comparecer às consultas médicas, realizar exames complementares são peças fundamentais no tratamento. Ter o acompanhamento de uma equipe interdisciplinar é uma grande oportunidade para o esclarecimento de dúvidas relacionadas à doença, assim como de uma melhor abordagem terapêutica, com melhores resultados.


Participe do Programa Emagrece, Pinda!

Compartilhe com seus amigos e vamos emagrecer juntos!

Deixe seu Comentário