Bom Humor: um assunto sério

Dra. Alexandra Manfredini 17 de março de 2014 Bem-estar 0     Imprimir Imprimir

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Em agosto de 1964, após uma viagem muito estressante para a antiga União Soviética, o jornalista Norman Cousins desenvolveu uma doença degenerativa que, aos poucos, deteriorava sua coluna e o privava de diversos movimentos.

Apesar de nenhum especialista ter sido capaz de afirmar qual seria exatamente a causa da doença, tudo indicava que ela era fruto de alguma intoxicação por metal pesado, ou infecção mal resolvida. O quadro evoluía rapidamente e Cousins tinha apenas uma chance em quinhentas de se recuperar.

Diante dessa estatística, o jornalista percebeu que, se quisesse melhorar, ele deveria assumir o papel de protagonista do seu próprio processo de cura e, após muito refletir e estudar, Norman desenvolveu um raciocínio bem simples que teria grande impacto em sua vida e, posteriormente, na de milhares de pessoas.

Se já estava mais do que comprovado que emoções negativas desencadeavam uma química ruim para o corpo, emoções positivas poderiam ter o efeito inverso, desintoxicando o seu organismo e permitindo que ele melhorasse.

A partir daí, o paciente decidiu assumir as rédeas do próprio tratamento. Com o apoio do seu médico, saiu do hospital e começou a criar maneiras de sistematizar a sua exposição a sentimentos positivos, como assistir a comédias televisivas que o fizessem rir e passar tempo com seus amigos.

Ao fazer essas coisas, Cousins foi percebendo que duas horas dando risada o faziam dormir sem dor e que, nos dias em que ele passava bons momentos, seu apetite melhorava. Em pouco tempo, Norman estava recuperando o movimento das pernas e reestabelecendo sua saúde como se nada tivesse acontecido.

Em 1979, já completamente curado, o jornalista lançou o livro “Anatomia de uma Doença”, no qual conta com detalhes todas as etapas do seu processo de cura por meio das emoções positivas.

Desde então, diversos estudos científicos passaram a ser realizados sobre o tema e, hoje, os efeitos positivos do bom humor na saúde são quase uma unanimidade.

Enquanto a tristeza afeta negativamente o sistema imunológico, rir libera endorfina, que melhora a circulação e as defesas do organismo. Além disso, boas risadas ajudam a aliviar a dor e, segundo artigo publicado pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), podem ter os mesmos efeitos cardiovasculares de até 10 minutos de exercícios de remo.

Norman Cousins morreu em 1990, com 75 anos, muito mais velho do que qualquer médico teria estimado, e transformou-se em um exemplo concreto do quanto o bom humor e o riso podem salvar vidas.


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Quem escreveu

Dra. Alexandra Manfredini

Coordenadora do Programa Emagrece, Pinda.

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