A empatia no lugar do julgamento

Dra. Daniela Rodrigues 4 de dezembro de 2012 Bem-estar 0     Imprimir Imprimir

Temos a tendência de julgar e condenar os outros sem ao menos entender o que levou aquele indivíduo a agir ou se comportar daquela maneira que aos nossos olhos foi inadequada.

Quem nunca esteve em uma roda de amigos onde alguém que não se fazia presente foi escolhido para ser alvo dos comentários alheios? Acredito que todos nós já passamos por isso, e até mesmo, em algum momento, caímos na tentação de fazer o mesmo.

Podemos fazer isso por inúmeros motivos como: um hábito vicioso, para ser socialmente aceito pelos outros integrantes do grupo, para tirar de foco os nossos próprios defeitos, sem imaginar nas consequências negativas que aquela conduta pode levar. O que esses comportamentos têm em comum é que não são feitos de forma consciente. Partindo do ponto de vista de que se estivéssemos realmente conscientes no momento da situação, não iriamos encontrar razões concretas que justificassem a nossa conduta.

Quando realmente conhecemos a história de vida de um indivíduo e conseguimos nos colocar no lugar do próprio, olhamos então com os seus olhos e suas singularidades e não mais através da nossa própria vivência. Teremos então, dessa forma, um entendimento empático, e somente dessa maneira podemos dizer que estamos percebendo e sendo justo com o outro, sem ignorar o essencial.

Dessa maneira, podemos entender que a questão não precisa ser olhada como certo ou errado, feio ou bonito, mas que todos estamos num contínuo processo de aprendizado e que cada um tem então, seus desafios internos e pontos importantes a serem trabalhados.

Levando isso em conta, é muito mais válido vigiarmos as nossas próprias falhas e esperar que o próximo faça o mesmo, mas sempre respeito o momento e ritmo próprio do outro.


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Quem escreveu

Dra. Daniela Rodrigues

Formada em psicologia, pós-graduada em terapia cognitiva comportamental. Possui formação de brinquedista e organização de brinquedoteca.

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