A ansiedade em nossa vida

Dra. Daniela Rodrigues 28 de janeiro de 2013 Bem-estar 0     Imprimir Imprimir

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Está cada vez mais comum nos dias de hoje encontrar alguém que sofre de ansiedade. Pessoas ansiosas podem roer unhas e  até mesmo somatizar, isto é, transferem para o corpo o grau de ansiedade, apresentando sintomas como: dores de cabeça, fortes dores no estômago, tensão muscular e pressão no peito.

O indivíduo pode adotar o comportamento de ingerir bebida alcoólica para se livrar dos problemas e ansiedade, a princípio enquanto ainda está consumindo o produto pode ser que consiga sentir-se relaxado. Entretanto, ao passar o efeito da bebida, os problemas juntamente com a ansiedade estarão de volta, podendo ser até mesmo com uma intensidade mais forte que a inicial.

Muitas vezes, quando nos sentimos ansiosos adotamos atitudes de fuga para não enfrentarmos o real problema. Optamos então por assistir televisão, falar ao telefone ou se distrair em frente ao computador, tudo para não entrar em contato com nossas mágoas e vazios internos.

É interessante ter em mente que a ansiedade é um alerta que nosso corpo e mente nos dá mostrando de que algo não está se encaixando. Ou seja, a ansiedade se manifesta como um aviso de uma incompletude em alguma área de nossa vida para que assim possamos alterar esse quadro.

A ansiedade, portanto, apesar dos seus sintomas desagradáveis, surge como uma prova de que somos mais do que enxergamos no espelho e que devemos nos conhecer melhor.

Nesse sentido, o indivíduo que sofre de ansiedade e somente utiliza o calmante ou outro remédio em particular para não mais sentir essa manifestação, poderá estar somente calando o seu chamado interior de que algo não está bem e deixando de fazer o mais importante que seria alterar a fonte que desencadeou o desequilibro.

O número de pessoas com ansiedade crescem, como cresce também a falta de autoconhecimento, autenticidade e falta de percepção e sintonia com os próprios desejos e interesses. Isto é, as pessoas estão tão voltadas para o externo que acabam se esquecendo do primordial que são elas próprias.

O medo de trilhar novos caminhos também contribui para que continuemos no mesmo lugar, que  acaba sendo maior do que o desconforto habitual. O indivíduo acaba então se conformando com o desconforto e ansiedade diária e deixando de procurar resolver verdadeiramente o seu problema por ser um caminho nunca antes percorrido e portanto desconhecido.

Esse é um olhar sobre o lado positivo da ansiedade que se manifesta em um indivíduo como um sinal, todavia a mesma pode se tornar patológica, isto é, ficar tão excessiva e intensa a ponto de adoecer o indivíduo.


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Quem escreveu

Dra. Daniela Rodrigues

Formada em psicologia, pós-graduada em terapia cognitiva comportamental. Possui formação de brinquedista e organização de brinquedoteca.

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